Domingo, 05 de Fevereiro de 2012 / 
 
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30/08/10
Cemitério Israelita de Cubatão: o primeiro do Brasil tombado

O Cemitério Israelita de Cubatão é o primeiro tombado definitivamente no Brasil, segundo Beatriz Kushnir, historiadora e diretora do Arquivo Geral do Rio de Janeiro, que também participou da solenidade. “O resgate da saga da imigração judaica e das pessoas que estão enterradas naquele local não tem preço”, afirmou, emocionada. Há mais de 20 anos, Beatriz está envolvida em pesquisas sobre os cemitérios israelitas no país e a história de vida das chamadas polacas, muitas delas enterradas neste cemitério judaico.

O campo-santo de Cubatão fica em um espaço anexo ao cemitério municipal. Possui 800 metros quadrados e 75 sepulturas feitas em granito (55 de mulheres e 20 de homens), sendo que a lápide mais antiga data de 1924 e a mais recente é de 1966. Vários representantes da Chevra Kadisha, associação que administra o local, estiveram presentes na assinatura do decreto. Rubens Muszkat, vice-presidente, se sentiu honrado em participar da solenidade. De acordo com ele, apesar de todo o preconceito que sofreram, as “polacas” sempre respeitaram profundamente as tradições judaicas.

O tombamento histórico do cemitério israelita é resultado do esforço do Condepac, Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural. O processo garante apenas o reconhecimento histórico, mas a ideia é implantar um Projeto de Educação Patrimonial, com visitas monitoradas ao local e a inclusão deste em roteiros históricos, de acordo com Welington Borges, presidente do Condepac.

Logo após assinar o decreto que validou o tombamento definitivo, a prefeita Márcia Rosa ressaltou a importância da preservação do cemitério israelita. “Cubatão tem essa história que atravessa os oceanos. Somos descendentes de povos de várias partes do mundo e temos que preservar essas histórias, todas tão particulares. Um povo que não conhece sua identidade não se reconhece”, afirmou a prefeita. Márcia Rosa sugeriu que o decreto de tombamento circule pelas escolas municipais, para que professores e os mais de 22 mil alunos da rede pública tenham conhecimento dessa história, que deverá ser também incluída no programa pedagógico dos colégios.

Depois da solenidade, um grupo formado por secretários municipais, representantes do Condepac, da Associação Chevra Kadisha e jornalistas, seguiram para o Cemitério Israelita de Cubatão. Lá puderam ver de perto o local que guarda e resgata uma história centenária.

 
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