O grupo de Amigos do Instituto Weizmann do Brasil proporcionará a quatro alunos brasileiros, bolsa integral para participar do 48o International Summer Science Institute, curso de verão do Instituto Weizmann, que acontecerá durante o mês de julho, na cidade de Rehovot, Israel.

“Após um intenso processo de seleção que incluiu também os participantes da Febrace e da Mostratec, escolhemos os quatro finalistas que viajarão a Israel e podem ser considerados um grupo de elite”, destacou Regina P. Markus, vice-presidente do Grupo de Amigos do Weizmann Brasil.

São eles: Gabriel Schutz de Souza (de Novo Hamburgo), selecionado na Mostratec (Feira de Ciência e Tecnologia realizada anualmente pela Fundação Liberato em Nova Hamburgo – RS) ; Eric Grosman Radu Halpern – de São Paulo, selecionado na Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia realizada anualmente na Universidade de São Paulo – USP) e Vitoria Muller Gerst (de Novo Hamburgo) e Rafael Carlos Alves da Lima (de Osasco), selecionados através do concurso dos Amigos do Weizmann aberto a estudantes de todo o Brasil.

“O Brasil tem encaminhado alunos desde 1983 e já contou com a participação de estudantes das melhores universidades do país. Este é um grande estímulo aos jovens cientistas e não sabemos até onde eles podem chegar dentro de alguns anos”, destacou o presidente dos Amigos do Instituto Weizmann do Brasil, Mario Fleck.

O International Summer Science Institute acontecerá de 05 a 28 de julho de 2016, período em que o Instituto Weizmann abrirá seus mais modernos laboratórios nas áreas de bioquímica, biologia, química, matemática, ciência da computação e física para futuros cientistas de todo o mundo. Trabalho de bancada e seminários de área serão o foco durante as duas primeiras semanas e em seguida, o grupo realizará trabalho de campo próximo ao Mar Morto. Neste ecossistema único e peculiar os estudantes terão a oportunidade de pesquisar em tópicos multidisciplinares incluindo biologia, geografia, história e arqueologia, juntamente com 80 jovens estudantes do mundo todo.

Saiba mais sobre os alunos classificados:

Desde pequeno, Gabriel Schutz de Souza, queria ser cientista ou astronauta, e adorava desmontar brinquedos e eletrônicos para entender como tudo funcionava. Sua curiosidade o levou a entrar no Curso Técnico de Eletrônica. Na Fundação Escola Técnica Liberato Salzano Vieira da Cunha foi encorajado a desenvolver projetos de pesquisa, colocando em prática o método científico. Um desses projetos foi o Colete de Comunicação Háptica para Surdocegos e Deficientes Visuais, com um software de reconhecimento de expressões faciais que analisava o rosto do interlocutor e comunicava sua expressão facial ao usuário através do acionamento rítmico de motores de vibração, no interior do colete.

Rafael Carlos Alves da Lima perguntou-se porque demorava tanto tempo para chegar a escola nos dias de chuva. Foi aí que resolveu desenvolver com alguns amigos um “Semáforo Autótrofo”, que usava as saídas de estações subterrâneas de metrô, que possuem um alto deslocamento de ar durante todo o dia, como fonte de energia dos semáforos. Após vários testes, o semáforo se mostrou eficiente e o projeto recebeu um certificado da AES Eletropaulo (companhia de distribuição de energia elétrica de SP). Morador da periferia de São Paulo, já ganhou muitos prêmios e participou de um programa de liderança para alunos do ensino médio com alto potencial na Universidade de Yale, nos Estados Unidos.

Aluno do Colégio Alef, Eric Grosman Radu Halpern precisava realizar um projeto científico para o Colégio. Como seu pai é médico, sempre escutou em casa que com o avanço da genética, os tratamentos para os transtornos psiquiátricos estavam mudando muito rapidamente. Assim, se interessou sobre o papel da genética nas doenças com foco nos transtornos psiquiátricos. Sua pesquisa consistiu em usar programas de bioinformática e biologia de sistemas para estudar um transtorno psiquiátrico chamado Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC). Começou o trabalho na Escola Alef e com a ajuda de orientadora, deu continuidade no Instituto de Psiquiatria da USP. Hoje, ele ajuda a orientar trabalhos de pesquisa da antiga escola e se prepara para estudar nos Estados Unidos.

Vitoria Muller Gerst estuda Biomedicina na UFRGS. Sua pesquisa bibliográfica a levou para a área de transplantes. Ficou curiosa para saber porque uma técnica laboratorial usada em válvulas cardíacas não era utilizada também em órgãos complexos. Terminou focando seu interesse na obtenção de um composto derivado do pinheiro, , que considera ser uma alternativa para uso como detergente na descelularização de órgãos, para que no caso de transplantes de tecidos e órgãos, o arcabouço seja preenchido com células tronco do próprio paciente para restringir rejeições.

 

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