Comunidade judaica paulista lembra o Yom Hashoá

183

Yom Hashoá  é o dia do Holocausto e o Heroísmo, quando se honra a memória dos seis milhões de judeus assassinados pelos nazistas durante a Segunda Guerra. Neste dia, em Israel, as sirenes de alarme soam e guardam-se dois minutos de silêncio, sob o lema de “lembrar e recordar – jamais esquecer”.

 Para marcar esta importante data, a Federação Israelita do Estado de São Paulo, com  apoio do Memorial da Imigração Judaica e do Holocausto e do Conselho Juvenil Sionista, realizou no dia 11 de abril, o “Ato Central de Yom Hashoá”, em memória aos seis milhões de judeus assassinados durante este trágico episódio da história.

Com forte  presença da juventude, o evento, que foi aberto à toda a comunidade e lotou o Memorial da Imigração Judaica e do Holocausto,  emocionou o público presente.

A cerimônia teve início com a exibição de um vídeo no qual os sobreviventes Julio Gartner, Tomas Venetiner, Miriam Necrykz e Rita Braun deram testemunhos pessoais  destacando o frio, a fome e o medo constante que sofreram em guetos e campos de concentração.

Houve também uma encenação feita por jovens e o acendimento de seis velas por dirigentes comunitários, rabinos e educadores, representantes dos movimentos juvenis, do Estado de Israel e  de sobreviventes do Holocausto.

A noite foi marcada pelos discursos do presidente da Fisesp,  Luiz Kignel, do coordenador do Memorial, rabino Toive Weitman, da diretora da área judaica do Colégio Renascença, Marli Ben Moshe,   do cônsul de Israel em São Paulo,  Dori Goren, das israelenses Shani Moreno e Shiran Fournier,  que estão fazendo  trabalhovoluntário pela  CIP e Escola Alef Peretz e do sobrevivente do Holocausto George Legmann.

Todos destacaram a importância de que a chama do judaísmo seja mantida acesa em nome dos seis milhões que pereceram no Holocausto, bem como do papel dos jovens para perpetuarem a memória deste trágico episódio da história para que tragédias como essa jamais se repitam com nenhum outro povo. Também foi reforçada a importância do Estado de Israel, que este ano completa 70 anos,  como porto seguro para o povo judeu.

O chazan da CIP Alexandre Edelstein entoou o Kadish e o El Male Rahamim e o evento foi encerrado com todos cantando juntos o Hatikvá.