Evento do Grupo ELF debateu a resistência feminina durante o Holocausto

0

Rebeca Serrano, Mestre em Letras no Programa de Estudos Judaicos da USP e Mestre em Estudos do Holocausto pela Universidade de Haifa, debateu sobre o tema “Mulheres e a Resistência na Shoá”, em um evento online do Grupo de Empoderamento e Liderança Feminina (ELF) da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), que aconteceu na segunda-feira, 04 de outubro.

A liv

e, que teve parceria com a Conib e Universidade de Haifa contou com a moderação de Karina Hotimsky Iguelka, Psicóloga e Psicanalista pelo Instituto Sedes Sapientiae e coordenadora do Projeto Marcha da Vida do Fundo Comunitário.

O diretor da Conib, Sergio Napchan, que foi orientando de Rebeca em sua tese de mestrado apresentou as convidadas: “Rebeca é uma mulher de fibra, focada nos estudos e comprometida com um projeto de qualidade e integridade na vida. Com seus próprios méritos conseguiu ser aceita no processo de admissão da Universidade de Haifa. Já Karina é uma grande amiga e conhecida da comunidade judaica, que desenvolve um excelente trabalho e em anos de experiência em levar grupos para o Programa Marcha da Vida, que inclusive traz a questão da resistência como tema central. Com certeza esta conversa tende a ser maravilhosa”.

Além de debater sobre o livro “A luz dos dias – A história não contada das mulheres lutadoras da resistência nos guetos de Hitler”, no qual a historiadora Judy Batalion resgata histórias da resistência feminina à ditadura de Adolf Hitler na Polônia ocupada, e que será lançado em breve no país, Rebeca destacou episódios da resistência feminina, como por exemplo das mulheres que ajudavam a transportar para fora dos campos pólvora e também filmes que documentavam os processos de extermínio.

Ela também abordou os conceitos de resiliência, do masculino e do feminino, de como as questões biológicas (como a menstruação, a fertilidade e a maternidade) afetam as mulheres, bem como das relações de dominação. “Se os gêneros afetam todas as relações sociais, por que isso seria diferente nos guetos e durante a Shoah?”, questionou.

“Precisamos aprender a ler a história procurando as mulheres, sem aceitar que a história tenha apenas uma versão. Se você só conhecer a história por um lado, vai faltar muita coisa”, alertou Karina.

Karina Iguelka
Rebeca Serrano